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O que significa ser brasileiro, num país policultural?

Dentro da mente de cada cristão, o evangelho dialoga com a cultura. Igrejas experimentam, enxergam, pensam, conhecem, sentem, agem e reagem na vida de acordo com sua história e cultura. Líderes missionais participam inteiramente dos sentidos da história e são influenciados pela cultura brasileira. Elas não odeiam nem amam a cultura, da mesma forma que os peixes não poderiam odiar nem amar a água. Elas vivem nela! Cultura é tão-somente o ambiente. Não podemos escapar disso! Prestemos atenção a nossa cultura!

O Brasil é um país policultural, um país formado por muitas culturas. Para nos tornarmos intencionalmente missionais, é necessário que compreendamos algumas das características da identidade brasileira, algumas das principais heranças culturais dos portugueses, índios e africanos, que influenciam a formação do povo brasileiro e que se mesclam na sua religiosidade popular. Vejam alguns exemplos adiante.

Da cultura indígena encontrada nas terras de Cristóvão Colombo herdou-se o animismo pagão. Todos os seres da natureza são dotados de vida e são capazes de agir com um propósito. Em todos os cantos do Brasil, do norte ao sul, coisas e pessoas possuem espíritos capazes de ações malévolas e algumas vezes benignas.

Herdamos também dos índios o messianismo utópico da terra prometida, a ?Terra sem Mal?. Contrário ao conceito Bíblico de Reino, para os índios, as pessoas são vagabundas, não há verdades nem inverdades, não há limites nem tradições. Mas há um profundo desejo de algo melhor no coração do brasileiro. Como diria DaMatta,

Lá não haveria mais sofrimento, miséria, poder e impessoalidades desumanas. Todos seriam reconhecidos como pessoas ... O outro mundo tem muitas formas e são vários os caminhos de se chegar até ele no Brasil. Mas, por detrás de todas as diferenças, sabemos que lá, nesse céu à brasileira, é possível uma relação perfeita de todos os espaços. Essa, pelo menos, é a esperança que se imprime nas formas mais populares de religiosidade. <!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->

Da cultura portuguesa herdou-se um realismo frio como gelo: As coisas são o que sempre foram e como tais devem ser mantidas. De mãos dadas ao realismo, outro componente da cultura portuguesa, é o fatalismo, herdado dos muçulmanos durante sua conquista européia. Segundo Leonildo S. Campos,

O fatalismo islâmico casou-se bem com o realismo português expresso na dolência do fado, no ?se Deus quiser?, no ?o que será, será?. O que é, é, e não há o que mudar. A música popular sertaneja, as modinhas e as modas de viola manifestam o continuísmo do fado na arte musical típica brasileira, paralela à influência africana. Os drenas, as tragédias e a infelicidade no amor são expressões da ?moira? em nossa cultura. <!--[if !supportFootnotes]-->[2]<!--[endif]-->

A utopia do paraíso terrestre é característica ibero-americana. Sérgio Buarque de Holanda defende que, ao contrário dos espanhóis que sonhavam com a construção de um mundo novo, os portugueses desejam instalar-se na utopia já realizada.<!--[if !supportFootnotes]-->[3]<!--[endif]--> Os portugueses também exportaram para sua colônia Brasileira o panteão dos santos. Há santos para todo tipo de necessidade humana. Estes santos protegem, confortam, alimentam, casam e ajudam a desempenhar todas as profissões possíveis. Há um santo padroeiro para todo e qualquer tipo de atividade humana.

Da diversificada cultura africana, entre outras coisas, herdou-se o culto dos antepassados, destacando-se a importância do enterro e rituais de separação entre os vivos e mortos.

Traço significativo desse culto aos ancestrais, retido na memória dos escravos, é a crença generalizada de que os espíritos dos mortos podem voltar e produzir malefícios aos seus parentes vivos. Essa crença subsiste no respeito, e mesmo certo temor diante de pessoas mortas. Em áreas de cultura rural costuma-se assinalar com uma cruz rústica, às vezes em cima da pequena capela, o lugar em que alguma pessoa morreu de maneira violenta. <!--[if !supportFootnotes]-->[4]<!--[endif]-->

Também da cultura africana, em casamento com a cultura branca européia, brota a preocupação com a magia e crença nos poderes mágicos. O português, colonizador, religioso e supersticioso, aceitou a influência dos poderes mágicos desses misteriosos africanos. Apesar de escravos, eles controlavam o mundo dos espíritos com suas ervas mágicas e medicinais. Ligado a este mundo da África dos escravos, tambores, terreiros e rituais, mesclou-se ao espiritismo franco-kardecista, do culto aos mortos. Neste mundo, o contato entre homens e deuses, vivos e mortos, corpos e espíritos, enfim, as relações entre as coisas deste mundo e do outro, são naturais e extremamente comuns, numa ?intrigante mistura de catolicismo com religiões afro-populares?. <!--[if !supportFootnotes]-->[5]<!--[endif]-->

Mesmo que superficialmente, nossa cultura foi influenciada pelos princípios e valores judeu-cristãos. Nessa verdadeira salada de frutas cultural, a igreja Católica catequiza o brasileiro, legitimando as culturas do espiritismo, fetichismo, umbanda e macumba de maneira formal e ritualista, através o casamento, batismo, festas e funerais. Campos expressa bem essa complexa realidade policultural num esplêndido resumo. A cultura brasileira é marcada por:

... um certo realismo fatalista, um misto de espera messiânica, mesmo que mal definida e expressa na crença de que as coisas vão melhorar, e um senso místico de que o mundo é controlado por forças desconhecidas mas que podem ser manejadas, especialmente por pessoas qualificadas para isso (profetas, pastores, xamãs de toda espécie etc.), e até mesmo pela fé individual. Parece haver um universo mágico que perpassa a sociedade em que espíritos benéficos e maleados são exorcizados por heróis construídos pela mídia nas classes privilegiadas e por lideranças religiosas nas camadas periféricas da sociedade.<!--[if !supportFootnotes]-->[6]<!--[endif]-->

O Brasil é um país profundamente religioso. O que parece distinto na realidade brasileira, em comparação com muitos outros países, é que cada uma das diversas formas de religiosidade são complementares, mesclam-se entre si, ?assim, se no Natal vamos sempre à Missa do Galo, no dia 31 de dezembro vamos todos à praia vestidos de branco, festejar o nosso orixá ou receber os bons fluidos da atmosfera de esperança que lá se forma. Somos todos mentirosos? Claro que não! Somos, isso sim, profundamente religiosos ... Tudo aqui se junta e se torna sincrético, revelando talvez que, no sobrenatural, nada é impossível.?<!--[if !supportFootnotes]-->[7]<!--[endif]-->

O povo brasileiro é um povo extraordinariamente sincretista, integrando suas tradições e fundindo suas diversas culturas nas atividades ligadas à religião. Apesar desta informação não aparecer nas pesquisas e censos, uma significativa parte da população brasileira participa direta ou indiretamente de grupos religiosos em que a crença em espíritos e sua manifestação pública é característica recorrente. Enquanto a grande maioria dos brasileiros se considera oficialmente católica romana, <!--[if !supportFootnotes]-->[8]<!--[endif]--> a freqüência com que eles recorrem a centros espíritas e terreiros é colossal. Transe, possessão, mediunidade, espíritos e orixás se comunicam e incorporam-se nas reuniões de umbanda, candomblé, espiritismo e até mesmo dentro das reuniões pentecostais.

A possibilidade do povo evangélico misturar o cristianismo com o espiritismo é risco presente e real. O próprio pentecostalismo na América Latina acabou assimilando práticas mágicas indígenas, pré-colombianas e africanas trazidas pelos escravos pelo fato de ter lutado tanto contra sua influência na Igreja Católica e Espírita. Campos define o pentecostalismo pós-moderno nos seguintes termos:

Assim, como a classe operária foi ao paraíso da sociedade de consumo, o pentecostalismo encontrou formas de acomodação no interior da velha cultura latino-americana e da nova sociedade de consumo, incorporando, no decorrer desse processo, símbolos, discursos e forças que emanam da religiosidade popular de origem ibérica, nativa dos indígenas e africanos, mesclada com o fundamentalismo dos tele-evangelistas norte-americanos. Em suma, os pentecostais de classes populares e médias, passaram a historicizar a idéia do milênio, sob o suporte ideológico da ?teologia da prosperidade?. <!--[if !supportFootnotes]-->[9]<!--[endif]-->

A utilização de expressões sincretistas como ?rosa ungida?, ?manto consagrado?, ?fogueira santa?, ?água abençoada? e ?óleo de Israel? são muito comuns nos cultos evangélicos. Muitos cristãos crêem que estes objetos são capazes de proteger a casa e liberar os males que os cercam.

Com o uso dessas e muitas outras expressões populares, os evangélicos estão abrindo mão das palavras teológicas utilizadas por vários séculos. Palavras como declarar torna-se mais popular que interceder; tomar posse parece ser mais eficaz que esperar em Deus. Será que fazendo isso não estamos deixando de confiar no Senhor como único doador e mantenedor da vida, deixando de depositar nossa esperança unicamente nEle?

Isso demonstra o enfraquecimento da rígida separação entre fé cristã e paganismo, implicando, segundo alguns, em uma hinduinização, maometanização ou umbandinização do cristianismo. Estamos perdendo nossa identidade! Valdir Steuernagel já nos alertou desse perigo no meio evangélico,

É importante ressaltar que encarnar-se não significa ?vender sua posição?, nem ceder na verdade, mas justamente aproximar-se da realidade com essa verdade numa perspectiva de transformação. Não é encarnação, por exemplo, o fato de divindades do catolicismo serem usadas nos cultos afro-brasileiros como já visto. Não é encarnação ver atrás de uma imagem uma divindade de macumba. E, isto sim, ausência e/ou perda de identidade. Por isso é preciso estabelecer os pontos limítrofes entre ?encarnação? e ?venda de posição? entre ?cair num convento? e perder a identidade na ?assimilação? de valores estranhos ao Evangelho.<!--[if !supportFootnotes]-->[10]<!--[endif]-->

René Padilha destaca que, após a segunda Guerra Mundial, os maiores avanços do evangelho aconteceram entre os povos animistas e classes menos privilegiadas. Apesar do secularismo, além do crescimento do espiritismo no Brasil, houve o florescimento do ocultismo e religiões asiáticas no Ocidente, o ressurgimento do Islamismo em áreas da África, Malásia, Paquistão, do budismo na Tailândia, Vietnam, Camboja, do hinduismo e do xintoísmo no Japão. Então ele conclui,

O quadro geral do avivamento religioso num momento em que o mundo se está unificando sob o impacto da tecnologia ocidental mostra que no ser humano há um ?vazio metafísico? que a tecnologia moderna não pode preencher. Os movimentos massivos em direção ao cristianismo, assim como outros movimentos religiosos que estão crescendo num ritmo fantástico no Terceiro Mundo, parecem ser simultaneamente resultados do impacto da civilização ocidental e uma reação a ela. <!--[if !supportFootnotes]-->[11]<!--[endif]-->

Em meio a tudo isso, surge uma nova corrente teológica chamada neopentecostalismo. Embora o nome não seja aceito por unanimidade pelos pesquisadores, os sociólogos brasileiros em geral têm utilizado esta expressão para descrever um modelo de igreja pentecostal mais ?light?, menos legalista, com um menor número de proibições éticas e culturais, com uma menor ênfase na prática espiritual extra-mundana e maior ênfase na prosperidade e bem-estar pessoal. No Brasil, os grupos religiosos que mais crescem são aqueles nos quais predomina a magia combinada aos cultos onde se prometem cura e proteção, sucesso financeiro e solução dos problemas afetivos. ?Vende-se a solução de problemas terrenos, não a busca do transcendental?. <!--[if !supportFootnotes]-->[12]<!--[endif]--> O neopentecostalismo é um fenômeno social que incorpora elementos de antigas religiosidades populares, misturando-os com elementos católicos e protestantes, produzindo uma salada de frutas sincretista.

Certamente por isso o secularismo não avançou tão rapidamente dentro da cultura brasileira como se espalhou na Europa e América do Norte. Lá, as instituições religiosas enfrentam lamentável declínio. Acontece o mesmo no Brasil? Desde a década de 60, em meio ao furacão da secularização da sociedade, os especialistas em religião previram o declínio do cristianismo e outras religiões. O final do século XX seria marcado pelo ateísmo. No entanto, a espiritualidade continua em franco crescimento. Há 50 anos atrás, as grandes igrejas estavam na Europa e América do Norte. No início do século XXI, são as igrejas do hemisfério Sul que crescem vigorosamente.

Por outro lado, sem anunciar sua conversão ao secularismo, mais e mais brasileiros, católicos e evangélicos, se comportam como seculares - pessoas para os quais Deus e os valores cristãos estão periféricos à maior parte das suas decisões. Passo a passo, como a rã cozida na chaleira da cultura, eles se tornam menos cristãos e mais seculares. Ao invés de centrar sua vida em Deus, receptivos à sua influência, eles concebem sua existência a partir dos seus próprios sonhos e desejos. Ao invés de centrarem seus pensamentos e emoções na busca de Deus, eles encontram mais felicidade e auto-realização nos bens de consumo, comidas, festas, shoppings e filmes. A maioria dos cristãos permite que a força gravitacional da carnalidade os distancie do Senhor. Consciente ou inconscientemente, seguem por caminhos que refletem muito mais suas preferências pessoais e egoístas que a vontade do Senhor.

É necessário perguntar-se o que na realidade está em crescimento no Brasil. Sabemos que muitos católicos e evangélicos foram superficialmente evangelizados e praticam um pré-cristianismo, não refletindo uma imagem genuína do evangelho. Com cultos de entretenimento e suprimento de necessidades, um evangelismo do ?aceite-Jesus, entre na célula? e 12-lições de discipulado, milhões de cristãos foram incentivados a viverem estilos de vida que não passam de um sub-cristianismo. A semente do evangelho não tem penetrado nos solos mais íntimos da mente e coração onde se encontram os valores culturais, as emoções reprimidas e a vontade de transformação. Padilha afirma o seguinte:

Quando se faz isto, fica claro que o crescimento numérico da igreja no Terceiro Mundo é somente o lado luminoso de um quadro que também tem um lado obscuro, representado pelos problemas que colocam a igreja frente a um grande desafio.<!--[if !supportFootnotes]-->[13]<!--[endif]-->

É fundamental que prestemos atenção à cultura brasileira bem como à cultura global. Já custou demais a igreja assumir que pastores e líderes conhecem sua cultura. Somente uma análise acurada da cultura e dos sistemas sociais que afetam a sociedade brasileira pode capacitar a igreja a manter sua missiologia contextual. Precisamos ir até as raízes da cultura pós-moderna, como ela é vista através dos olhos de poetas, literários e filósofos. Aqueles que tiverem dificuldade de contextualizar seus ministérios e ajustar sua metodologia aos valores culturais declinarão em saúde, qualidade e quantidade. O fracasso ou sucesso do ministério virá à medida que as igrejas mostrarem sua sensibilidade missiológica, seu conhecimento do ferramental sociológico e seu diálogo com os diferentes aspectos da história e cultura brasileira.

Por outro lado, a cultura pode aprisionar o evangelho. Aculturação é o processo de ?sentir-se em casa? na cultura. A igreja sutilmente vai assimilando e abraçando os valores culturais. Eventualmente o evangelho vai capitulando diante das tremendas pressões sociais, perdendo sua essência. A cultura define a identidade do evangelho. Nestes casos, parece que o evangelho acaba sendo escravizado, amestrado e modificado pela cultura, algumas vezes, se degenerando em mera religiosidade. Muitos teólogos afirmam que, no século XX, o cristianismo reduziu-se a religião, uma instituição dentro do complexo sistema social, uma simples engrenagem da máquina da sociedade. Algumas vezes, o cristianismo exerce uma função moral ou comunitária, ajudando as pessoas a serem melhores cidadãos ou cooperando com a comunidade. Outras vezes, o cristianismo se seculariza, submetendo-se aos poderes e valores mais marcantes da época, por exemplo, a busca pela felicidade e prosperidade material.

O grande desafio para os líderes missionais é fazer com que o evangelho atue dentro da cultura sem que seja distorcido por ela. O desafio será encarnar o evangelho dentro de um contexto histórico e social específico, com suas tradições, regras e valores, sem perder a identidade e essência. Quando o evangelho entra na cultura, ele começa a transformá-la e influenciá-la. Ao mesmo tempo a cultura começa a diluir, deslocar e distorcer o evangelho. Quanto mais tempo estiver dentro da cultura, maior será o risco de perder seu propósito de intérprete do evangelho. Hendrick expressa isso de maneira muito clara:

O chamado do evangelho para seguir Jesus certamente significa que decidiremos nos deportar de certas lealdades sociais e culturais. Uma igreja missionária entende que essa quebra de valores, pressuposições e normas culturais irá constantemente levá-la a compreender como tem se acomodado ingenuamente a seu contexto, a buscar perdão onde necessário e orar por liberdade dos caminhos culturais que debilitam sua fidelidade. <!--[if !supportFootnotes]-->[14]<!--[endif]-->

Os pastores missionais na cidade, tais quais seus ?primos? os missionários transculturais, precisam entender muito bem o que significa ser periférico à cultura nacional, o que significa estar localizado às margens das decisões principais da economia, política e sociedade. Precisamos de formas alternativas de liderança que encarnem os os princípios missiológicos aplicados pelo missionário transcultural. Estes mesmos princípios devem ser aplicados às urbanas cidades brasileiras, um verdadeiro campo de colheita pós-moderno.

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<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]--> O que faz o brasil, Brasil?, p. 118.

<!--[if !supportFootnotes]-->[3]<!--[endif]--> Ver mais em Raízes do Brasil, p. 29-193.

<!--[if !supportFootnotes]-->[4]<!--[endif]--> Leonildo S. CAMPOS. Religiosidade, p. 48.

<!--[if !supportFootnotes]-->[5]<!--[endif]--> Roberto DAMATTA. O que faz o brasil, Brasil?, p. 120.

<!--[if !supportFootnotes]-->[6]<!--[endif]--> Leonildo S. CAMPOS. Religiosidade, p. 50.

<!--[if !supportFootnotes]-->[7]<!--[endif]--> Roberto DAMATTA. O que faz do brasil, Brasil?, p. 117.

<!--[if !supportFootnotes]-->[8]<!--[endif]--> A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estima que apenas 20% dos mais de 80 milhões de católicos brasileiros vão regularmente às missas dominicais.

<!--[if !supportFootnotes]-->[9]<!--[endif]--> Teatro, Templo e Mercado, p. 20, 36.

<!--[if !supportFootnotes]-->[10]<!--[endif]--> Igreja: Comunidade Missionária, p. 226.

<!--[if !supportFootnotes]-->[12]<!--[endif]--> Roldão ARRUDA. Religião sob medida. O Estado de São Paulo, Domingo, 27/01/2002.

<!--[if !supportFootnotes]-->[14]<!--[endif]--> Craig Van GELDER, The Church between Gospel and Culture, p. 305.